
Não tem jeito, eu sou intensa e ponto. Quando eu quero, eu quero, quando eu não quero, pode oferecer o mais luxuoso café de paris que eu não vou se quer sonhar com o seu glamour. Me apaixono por palavras bonitas, sorrisos doces e divagações longas. Não gosto de português, mas gosto de palavras. Viciada em física. Apaixonada por cabelos The Strokes. Almejo o impossível. Esqueço o improvável. Não tenho sensibilidade pra fotos, mas choro lendo livros. Princesa de filmes de ação. Coadjuvante de novela mexicana. Eu já cansei de buscar perfeição, de querer o que –no fundo- eu sei que não existe. Chega. Eu não vou mais tentar. Tá na hora ser um pouquinho mais solidária com o coração, né Dona Lívia?! Agora eu passei da fase ‘Procura-se’ pra fase ‘Permita-se’. Eu to assim, em off. Não quero mais me preocupar com as coisas que eu tenho que fazer. Agora chegou a hora de ver o que eu tinha que fazer. Eu tinha que ser mais calorosa. Tinha que ser uma filha melhor. Tinha que ser mais simpática. Tinha que ler mais. Tinha que escrever melhor. Tinha que estudar pro vestibular. Tinha que esquecer o MSN. Tinha que ver DVD junto com meu irmão (e aproveitar e ensinar pra ele que metade das coisas que os adultos falam é mentira, porque eu ainda não esqueci minha infância, e eu me lembro bem de como eu via as coisas). Eu tinha que ser uma pessoa melhor. Eu tinha que me permitir. Tinha que esquecer aquele vizinho idiota que tem uma barriga-travesseiro (p-e-r-f-e-i-t-a, diga-se de passagem) que não para de me ligar. Tinha que desligar o celular na peça do teatro. Tinha que, de fato, ter 15 anos. Tinha que viver. Tinha que ser. E depois de fazer todos os tinha’s, vai ver eu consigo começar a quilométrica lista do tenho. E pra isso, meu bem, tem que esquecer o passado, arregaçar as mangas e pular na pista. Afinal, intensidade é o que não me falta.
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P.S.: Hoje eu to precisando de um livrinho de auto-ajuda. --'





